Quem conhece o Douglas Jen de seu trabalho com o União, mal espera pelo que está por vir com o SUPREMA. Eu gostaria de ter alguma banda para referenciar, mas fica difícil, pois realmente o trabalho É DIFERENTE; é Power Metal porém nenhuma banda faz o que eles fazem. Algumas músicas a 170bpm, pitadas de Progressivo e a voz potente e harmoniosa de Daniel Vargas. Corais matadores, passagens e climatizações fora de série, tudo isso você pode encontrar neste novo CD que o SUPREMA estará lançando em Abril.
PEGAZUS METAL: POR COMEÇO, FALEM COMO COMEÇOU A BANDA, COMO SE CONHECERAM, QUANTO TEMPO DE EXISTÊNCIA, TODAS ESSAS COISAS...
Douglas Jen: Bom, primeiramente gostaria de agradecer a você Marcos, e ao Paulo pelo espaço cedido aqui no Pegazus Metal!
O SUPREMA iniciou suas atividades oficialmente em Fev/2004, que era um projeto antigo que eu tinha de fazer uma espécie de Metal Ópera, onde logo após minha saída do UNIÃO em Jan/2004, decidi colocá-lo em prática. Comecei inicialmente a pensar em algo que fosse diferente do que as bandas brasileiras estão apresentando na cena, pois estava percebendo certo saturamento de bandas seguindo por exemplo o Metal Melódico e o Prog Metal. Fiquei por um tempo refletindo sobre qual estilo seguir (já que tenho muitas preferências musicais), e também pensando em quem eu chamaria para compor o projeto. Foi então que decidi seguir um estilo mais Power Metal, e com o passar do tempo foi tomando os moldes de banda, onde escolhi um por um para compor o time!
Inicialmente convidei o Guto Viegas (Keyboards), que tinha acabado de sair do União juntamente comigo, e como tinha uma grande amizade com ele e preferência musical similares, foi o primeiro integrante que veio à cabeça! Eu já tinha muitas idéias e músicas minhas gravadas aqui mesmo em casa e precisava naquele momento de alguém que eu já tivesse entrosamento para me ajudar a compor o restante do trabalho, ainda mais com todo talento que o Guto tem e facilidade de compor coisas que muitas vezes parece que tocamos juntos há no mínimo uns 30 anos!!! (risos) Nesta época convidei ainda o Rodrigo Del Carte (Bass) que já tinha tocado comigo em uma banda há uns 2 anos atrás. Como eu queria seguir o estilo Power Metal, o Rodrigo era o cara mais indicado, pois é muito veloz e técnico, e realmente não conseguia enxergar outra baixista senão ele na banda!
Então nos juntamos e começamos ensaiar para compor, e em umas 2 semanas já tínhamos por volta de 5 músicas completas! Com músicas prontas, era o momento de colocar vocais nas melodias que já tínhamos; e foi então que tive a grande idéia de chamar a compor o time o Daniel Vargas (Vocal), já que tinha tocado junto com ele e o Rodrigo Del Carte em uma banda, e logo que falei o nome do Daniel, houve uma aceitação geral. Enviei uma música nossa pra ele gravar sua voz em cima, criar vocalizes e etc. Ele gravou e mandou pra gente de volta, e quando ouvimos, ficamos de queixo caído!!! Era a voz que o SUPREMA precisava! Além de um vocalista muito talentoso e técnico, ele canta com muita emoção e interpreta muito bem as músicas.
E por último quem chegou foi o Marcelo La Pax. Em meados de 2004 cheguei a tocar com ele em uma banda que duraram poucos meses... A banda acabou, mas eu o conheci e criamos uma amizade animal em tão pouco tempo. Sempre quis que ele entrasse no SUPREMA, mas como estava com alguns problemas particulares nunca conseguíamos chegar a um acordo. E logo após o término da banda que tocávamos juntos, e longas conversas o Marcelo decidiu assumir o SUPREMA faltando um pouco mais de 1 mês para iniciarmos as gravações. Este foi o cara que mais me surpreendeu na banda, pois neste tempo ensaiou 3 vezes com a banda e compôs toda linha de batera, além de ensaiar com metrônomos e tal; gravou o Cd com excelência e mostrou de vez que era a última peça que faltava para completar a banda!
PEGAZUS METAL: POR QUE DEMORARAM TANTO TEMPO PARA FAZEREM A ESTRÉIA?
Guto Viegas: Não queríamos dar um passo maior do que pudéssemos. Então resolvemos seguir tudo por etapas, ou seja, estruturar muito bem a banda para quando chegasse o momento certo pudéssemos estrear de um forma profissional.
Marcelo La Pax: E também, pois queríamos fazer nossa estréia já com o CD!
Daniel Vargas: Para mim não creio que tenha sido muito tempo, uma vez que ao ser contatado pelo Douglas, na semana seguinte ele já me passou as músicas e depois, em menos de três ensaios comigo já gravamos o CD, lógico que teve muito esforço de todas as partes, até gravamos duas composições minhas que eu fiz no passado e ficaram de dar lagrimas nos olhos literalmente, mas diga-se de passagem, a coisa fluiu muito bem até agora, espero que nossa estréia seja da mesma forma!
PEGAZUS METAL: DANIEL, COMO É ESTAR VOLTANDO AGORA EM ALTO ESTILO APÓS UM TEMPO AFASTADO?
Daniel Vargas: Em primeiro lugar, muito obrigado pelo termo "Alto Estilo", creio não merecer tanto, (risos) não acredito ter me lançado em alguma vez na música e na mídia, foram só experiências, algumas positivas, algumas negativas, um lance mais para os amigos, por isso creio estar apenas teoricamente voltando, mas no entanto, depois de tudo que passou, eu acabei resgatando valores sentimentais, musicais e técnicos pra me sentir mais seguro e maduro hoje em dia. O convite do SUPREMA foi uma coisa inusitada no meu trajeto, pois eu estava me dedicando às composições de um projeto Progressivo que estou fazendo com muita calma chamado OperaVirus, e como já tive uma experiência com o Douglas e o Rodrigo num projeto anterior, acabou acontecendo tudo de repente, tanto que quando eu ví a banda aqui pronta gritando 1..2..3 eu segui no reflexo e mal percebi, começaram a aparecer às responsabilidades musicais que eu adoro e encaro com maior prazer, e eu espero que seja de grande valia esta experiência para mim.
PEGAZUS METAL: PEÇO PARA CADA UM DEFINIR O ESTILO DA BANDA.
Douglas Jen: Difícil definir, acho que a galera vai ter que nos ajudar... Mas creio que seja um Power Prog.
Guto Viegas: ...e com umas pitadas de Hard.
Daniel Vargas: Um som pesado, bom pra agitar, uma gama rica em composição, bem entrosado, trabalho coral interessante, músicas que nos exploram ao máximo, permitindo ir além dos limites, ou o termo que o nosso querido antes de tudo amigo Douglas diz: "Feito para tirar sangue de nós!"(risos).
Rodrigo Del Carte: Pesado, Rápido, técnico e harmonioso.
Marcelo La Pax: um estilo bem variado, e bem particular.
PEGAZUS METAL: QUAL É A MAIOR INFLUÊNCIA DE CADA UM?
Douglas Jen: Sou um músico muito eclético, ouço deste Jazz, Blues, Fusion; até Hard Rock, Prog Metal, Power Metal, Thrash!
Guto Viegas: Eclético! Hoje em dia procuro ouvir música que não seja Heavy Metal.
Daniel Vargas: Gosto da atmosfera gótica, dark; mas musical/tecnicamente, fico com Metal Progressivo, filtro isso para o SUPREMA de uma forma aonde minhas influências vocais são: Rob Tyrant (Labyrinth), Steve Perry (Journey) e Ton Englund (Evergrey).
Rodrigo Del Carte: Speed Metal, Power Melódico e Prog.
Marcelo La Pax: do Pop ao Thrash.
PEGAZUS METAL: A BANDA É VOLTADA AO WHITE METAL, JÁ QUE TEM 3 INTEGRANTES (DOUGLAS JEN, GUTO VIEGAS E MARCELO LA PAX) QUE JÁ PARTICIPARAM EM BANDA DE WHITE METAL?
Douglas Jen: A banda é voltada ao público em geral! Eu, o Guto e o Marcelo já tivemos grandes vivências no White Metal (União e Tronos); e o Rodrigo e o Daniel já tiveram pequenas participações também. Mas o direcionamento da banda é a todos aqueles que sempre acreditaram no nosso trabalho!
Quanto ao público que nos acompanha já de nossas bandas paralelas (no caso o União comigo e o Ressurex com o Marcelo), podem ter certeza que não vamos os decepcionar no que diz respeito à expressão, pois tocar Heavy Metal não necessariamente significa agredir moralmente ou ter atitudes rebeldes ou mesmo se comportar como grandes ídolos do Rock que nos trouxeram péssimos exemplos; mas sim é uma opção profissional de músicos que levam isto como profissão. Não que o White Metal seja fraco e não conseguimos nos sustentar com ele, mas que a música em geral no Brasil hoje ainda é uma opção profissional muito difícil de se levar, por causa fatores como pirataria e outros diversos, portanto temos que atuar onde nos surgem as oportunidades... Mas continuamos em nossas outras bandas e conciliando isto da melhor forma.
Rodrigo Del Carte: Respeitamos muito nosso público, deste White até o Extremo e adotamos em fazer uma banda neste estilo para expandir nossos horizontes temáticos.
Guto Viegas: Tudo isto sem confrontar com nossos princípios morais, é claro!
PEGAZUS METAL: FALEM UM POUCO SOBRE CADA COMPOSIÇÃO. POSSUI ALGUMA ABORDAGEM ESPECIAL NAS LETRAS?
Douglas Jen: Quase toda semana eu recebo músicas novas e prontas dos integrantes da banda! Neste ponto somos um grande celeiros de compositores. Temos oficialmente 12 músicas prontas, e por volta de outras 15 que já são músicas que a galera trouxe de suas bandas antigas. Eu como idealizador da banda, componho as letras sempre procurando abordar na maioria das vezes histórias com alguma moral, sempre abusando de simbolismo e metáforas pois acho isto um jeito mais inteligente de se escrever.
PEGAZUS METAL: O CD DE VOCÊS JÁ TEM NOME, CAPA E TRACK LIST DEFINIDO?
Douglas Jen: Sim, o CD se chamará SPYEYES e terá as seguintes faixas:
I - Lost Prelude
II - Spyeyes
III - Powermind
IV - Escape
A capa ainda estamos finalizando e divulgando em alguns dias!
PEGAZUS METAL: E O CD DA BANDA, PRA QUANDO SAI?
Rodrigo Del Carte: Em Abril, juntamente com a estréia da banda.
PEGAZUS METAL: HOUVE ALGUMA PARTICIPAÇÃO ESPECIAL NO CD?
Daniel Vargas: Por mim, convidaria todos os músicos de bandas como a nossa que procura um espaço ao sol, mas acaba sendo interessante agente dosar isso de uma forma aonde dê o destaque justo à banda que busca reconhecimento. E acredito que a nossa motivação em relação a participações, se deu a Lalá como chamo carinhosamente, "Larissa Frade" uma grande amiga que é vocalista da banda (Venin Noir) do Rio de Janeiro e que nos deu um apoio sem igual, sua vocalização lírica, aguda, incrível!!! Ela ficou ao nosso lado, debaixo de sol, chuva e até tempo ruim(risos), significou de forma positiva aos nossos corais dando aquele toque a mais!
Outra participação foi de Fil que já fez parte de antigas bandas com o Douglas, criando aquela atmosfera pesada já que tem uma voz muito potente e grave, contrastando com as vozes agudas da Lalá, efetuou o ponto final em termos de arranjo vocal, dando um coral uníssono e impecável, espero que todos gostem!
Douglas Jen: Fugindo um pouco deste assunto, gostaria de agradecer ao brother Leandro Caçoilo (Eterna) que nos deu uma força legal alguns dias antes das gravações, dando umas dicas para a banda se preparar melhor entes de entrar no estúdio; e também agradecer dois grandes amigos que são o Elder Araújo (União) e o Irineu Lodi (União), que de uma forma indireta também colaboraram com a nosso trampo.
PEGAZUS METAL: HEITOR, O QUE VOCÊ ACHOU DA BANDA EM ESTÚDIO?
Heitor Rangel: Fantásticos. São muito organizados, tranqüilos e bem preparados técnica e psicologicamente. A falta de experiência em gravações não prejudicou em nada às performances individuais porque a preparação em anos de estudo e nos meses que antecederam a gravação deram toda a base necessária. Eles vieram com os arranjos bem definidos, mas isso não impediu que estivessem abertos às novas idéias e experimentassem algumas coisas. O desempenho de todos foi excelente, inclusive da Larissa e do Fil fazendo backings. Um detalhe importante é a satisfação com que eles fazem as coisas. Todos eles curtem acima de tudo, serem amigos.
PEGAZUS METAL: QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O TRABALHO DO SUPREMA?
Heitor Rangel: Eles conseguiram fazer composições originais sem se valer de fusões com outros ritmos para se diferenciar. São músicas excelentes que possuem um arranjo muito particular, mas que os fãs do gênero vão se identificar bastante. Um detalhe importante, é que toda a habilidade técnica deles foi utilizada ao extremo, mas inserida no contexto musical. Algo difícil de ver hoje em dia, onde tem muita gente tocando absurdamente bem e exatamente a opção de colocar a composição em primeiro plano faz toda a diferença para que o trabalho não soe enfadonho e se perca ao longo do tempo. É um trabalho consistente e maduro.
PEGAZUS METAL: FALE UM POUCO SOBRE O RESULTADO FINAL DO CD.
Heitor Rangel: Fico lisonjeado de participar tão ativamente da produção de um single resultante de muita colaboração e empenho de todos os envolvidos. Só se pode chegar nesse nível de excelência com muita dedicação, companheirismo e amor pela arte. Ficou ótimo porque ninguém admitia menos que isso.
PEGAZUS METAL: VOCÊ ACHA QUE A BANDA TERÁ REPERCUSÃO NA MÍDIA?
Heitor Rangel: Na mídia especializada em Heavy Metal e no cenário alternativo independente, aposto que sim porque hoje em dia tem muita gente séria no meio. São pessoas preocupadas em enaltecer e divulgar quem faz música boa de verdade. Justiça seja feita, eles têm muita qualidade para serem merecedores de reconhecimento de crítica e público. Quem ouvir vai concordar.
PEGAZUS METAL: QUAIS SÃO OS PROJETOS FUTUROS?
Douglas Jen: Inicialmente fazer a estréia da banda, juntamente com o lançamento do CD. Estamos agendando shows em diversas cidades brasileiras para divulgação do trabalho.
Rodrigo Del Carte: Juntamente com o lançamento do site! E no segundo semestre retomaremos as composições e finalizaremos a produção do CD full que está quase pronto!!!
PEGAZUS METAL: VOCÊS ESTÃO EM UM AVIÃO CAINDO E SÓ POSSUEM 2 PARAQUEDAS, PRA QUEM DA BANDA CADA UM DE VOCÊS ESCOLHERIAM PRA DAR?
Douglas Jen: Banda unida morre unida!!! Como símbolo da nossa amizade eu jogaria os 2 pára-quedas pela janela! Tenho certeza que chegaríamos a este consenso...
Guto Viegas: Estou com vergonha de responder que me salvaria... Porem não morreria com vergonha... Pegaria logo os dois (risos gerais)
Daniel Vargas: Concordo com o Douglas, mas essa pergunta já é dos velhos tempos hein? Eu até já respondi em outras entrevistas do Pegazus a uns aninhos atrás, olha que vou tombar esta idéia como Patrimônio Histórico. (risos) Acho interessante esta questão, pois por mais hilária que seja, se você analisar sobre o ponto de vista entrosamento e união, isto retrata justamente o dia a dia que a gente vai ter na estrada, eu já sofri muito com lance de união em momentos de apuros e as conseqüências nunca são iguais às respostas que os colegas escrevem aqui, mas de uma coisa eu asseguro, vale a pena correr este risco.
Rodrigo Del Carte: Amarraria os 5 e colocaria os dois pára-quedas, um em cada ponta para pular os 5, e seja o que Deus quiser!!!
Marcelo La Pax: Um eu amarraria comigo o Guto e o Rodrigo, e o outro com o Douglas e o Daniel, só pra ver eles chegando primeiro la em baixo (risos gerais).